Medicina aeroespacial é a área de atuação que se ocupa da saúde de quem trabalha ou viaja em ambiente de voo, e dos efeitos que altitude, aceleração e pressão exercem sobre o organismo. Não é especialidade própria: o médico chega a ela depois de concluir uma especialidade que dá acesso à área.
Poucas áreas da relação oficial têm uma porta de entrada tão larga. A Resolução CFM nº 2.380/2024, que homologa a lista aprovada pela Comissão Mista de Especialidades (CFM, AMB e CNRM), aceita treze especialidades como pré-requisito, das clínicas às cirúrgicas, passando pela psiquiatria e pela medicina do trabalho.
A que especialidades a área pertence
A lista cresceu em 2024. Segundo a exposição de motivos da resolução, sete delas entraram nessa atualização: medicina do tráfego, medicina do trabalho, otorrinolaringologia, cardiologia, cirurgia pediátrica, ortopedia e traumatologia e psiquiatria. Para a medicina do tráfego, é a única área de atuação da relação.
Mesmo com tantas origens, a medicina aeroespacial continua sendo um ramo, e não um tronco: ela se soma a uma especialidade já registrada. A lógica dessa divisão está explicada em diferença entre especialidade e área de atuação.
As 13 especialidades que dão acesso
cada uma com os anos de residência da própria especialidadeEscopo em termos gerais
O campo trata da relação entre o corpo humano e o ambiente aeronáutico e espacial: a adaptação fisiológica ao voo, a aptidão de tripulantes e de outros profissionais da aviação, e a organização dos cuidados de saúde nesse contexto. A diversidade de especialidades de acesso reflete isso, porque o tema toca coração, ouvido, sistema locomotor, saúde mental e saúde ocupacional.
Como e quando um médico da área participa do cuidado de alguém é definido pela avaliação profissional e pelas regras de cada serviço. Este texto não trata de exames de aptidão de nenhuma pessoa em particular.
Formação e certificação
Pelo anexo da Resolução CFM nº 2.380/2024:
- formação: 2 anos;
- via CNRM: requisito de Residência Médica em uma das treze especialidades listadas acima;
- via AMB: título de especialista da AMB (TEAMB) em uma dessas mesmas especialidades;
- concurso: do Convênio AMB com as entidades de todas elas, da Sociedade Brasileira de Clínica Médica à Associação Brasileira de Psiquiatria, incluindo a Associação Nacional de Medicina do Trabalho e a Associação Brasileira de Medicina do Tráfego.
No regimento interno da Comissão Nacional de Residência Médica (Resolução CNRM nº 3/2026), a medicina aeroespacial fica na Câmara Técnica de Especialidades Diagnósticas, Terapêuticas e Periciais, junto com a medicina do trabalho e a medicina do tráfego.
Com o certificado registrado no Conselho Regional de Medicina, a área recebe um número de RQE, distinto do número da especialidade de origem.
Conferir o RQE em medicina aeroespacial
Na busca por médicos do Conselho Federal de Medicina, basta procurar pelo nome, pelo número do CRM ou pela UF. O campo "Especialidades/Áreas de Atuação" mostra, lado a lado, a especialidade de base e, quando houver, a medicina aeroespacial, cada uma com o seu RQE.
Como a área admite treze origens, é comum que dois médicos com o mesmo certificado tenham especialidades de base bem diferentes. Na conferência, vale olhar os dois registros. O significado do número está em o que é RQE.
Outras áreas ligadas às mesmas especialidades
Algumas áreas vizinhas, por especialidade de acesso:
- medicina do trabalho: toxicologia médica;
- otorrinolaringologia: cirurgia crânio-maxilo-facial, foniatria e medicina do sono;
- anestesiologia: dor e medicina paliativa;
- cardiologia: ergometria e ecocardiografia, entre outras;
- medicina intensiva: medicina intensiva pediátrica e nutrição parenteral e enteral.
As 45 áreas que dividem alguma especialidade de origem
anos de formação de cada área e quantas especialidades dão acesso a elaInformação, não orientação
Descrevemos uma qualificação registrada no CRM. A definição de qualquer cuidado depende da avaliação de um profissional, e a atenção primária costuma ser o ponto de partida no sistema de saúde.
Este conteúdo é informativo, produzido a partir de fontes públicas listadas abaixo, e não substitui a avaliação de um profissional. Cada caso é avaliado individualmente: procure um profissional ou serviço de saúde.
Dúvidas frequentes sobre a área
Medicina aeroespacial é especialidade médica?
Não. A Resolução CFM nº 2.380/2024 a classifica como área de atuação, com formação de 2 anos e acesso por 13 especialidades diferentes.
Quais especialidades dão acesso à medicina aeroespacial?
Clínica médica, medicina intensiva, medicina de emergência, cirurgia geral, pediatria, anestesiologia, cardiologia, cirurgia pediátrica, medicina do trabalho, medicina do tráfego, ortopedia e traumatologia, otorrinolaringologia e psiquiatria.
O que mudou na medicina aeroespacial em 2024?
A exposição de motivos da Resolução CFM nº 2.380/2024 registra a inclusão de sete especialidades como pré-requisito: medicina do tráfego, medicina do trabalho, otorrinolaringologia, cardiologia, cirurgia pediátrica, ortopedia e traumatologia e psiquiatria.
Onde aparece o registro de medicina aeroespacial?
No CRM, com número de RQE próprio, e na busca por médicos do CFM, no campo de especialidades e áreas de atuação. Veja o que é RQE.
Fontes consultadas
- Resolução CFM nº 2.380/2024 (Diário Oficial da União, 24/06/2024): relação de especialidades e áreas de atuação, com exposição de motivosConsultado em 28/09/2026
- Resolução CNRM nº 3/2026 (Diário Oficial da União): regimento interno da Comissão Nacional de Residência MédicaConsultado em 28/09/2026
- Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT)Consultado em 28/09/2026
- Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet)Consultado em 28/09/2026
- AMB: sociedades de especialidade filiadasConsultado em 28/09/2026
- Busca por médicos, consulta pública do Conselho Federal de MedicinaConsultado em 28/09/2026