Oncologia pediátrica é a área de atuação médica voltada ao câncer na infância e na adolescência. O profissional é chamado no dia a dia de oncopediatra ou oncologista pediátrico. No registro do Conselho Regional de Medicina (CRM), o nome é o da norma, e a qualificação é uma área de atuação, não uma especialidade.
A relação que define isso é a da Resolução CFM nº 2.380/2024, que homologa a lista aprovada pela Comissão Mista de Especialidades, integrada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), pela Associação Médica Brasileira (AMB) e pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM). A oncologia pediátrica tem ali três especialidades de acesso, uma combinação que reflete a proximidade entre câncer infantil, doenças do sangue e pediatria.
Três especialidades de origem
O médico pode chegar à área pela pediatria, pela oncologia clínica ou pela hematologia e hemoterapia. Cada caminho traz uma formação de base diferente, e todos terminam no mesmo certificado.
O certificado, porém, não apaga a especialidade: o oncopediatra continua registrado como pediatra, oncologista clínico ou hematologista, e tem a área somada. A explicação de por que área de atuação não é especialidade está em diferença entre especialidade e área de atuação.
As 3 especialidades que dão acesso
cada uma com os anos de residência da própria especialidadeO que a área abrange
Em termos gerais, a oncologia pediátrica cuida dos tumores e das neoplasias do sangue em crianças e adolescentes, do tratamento oncológico adaptado a essa fase da vida e do acompanhamento a longo prazo de quem passou por esse tratamento. Costuma ser um trabalho de centro especializado, em conjunto com cirurgiões pediátricos, radioterapeutas, equipes de enfermagem, psicologia e assistência social.
Esta página não descreve sinais nem casos. O acompanhamento de cada criança é definido pela equipe de saúde, a partir da avaliação individual.
Formação e certificado
Segundo o anexo da Resolução CFM nº 2.380/2024:
- formação: 2 anos;
- residência (CNRM): requisito de Residência Médica em hematologia e hemoterapia, oncologia clínica ou pediatria;
- concurso (AMB): Convênio AMB/Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia/Sociedade Brasileira de Pediatria;
- requisito do concurso: título de especialista da AMB (TEAMB) em hematologia e hemoterapia, em oncologia clínica ou em pediatria.
Dois detalhes da norma chamam atenção. O primeiro: a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica não aparece entre as certificadoras, embora a oncologia clínica seja especialidade de acesso. O segundo: nesta área, a norma cita a associação de hematologia pela forma curta do nome; no site oficial, ela se apresenta como Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), forma que a própria resolução usa na oncogenética.
No regimento da CNRM (Resolução CNRM nº 3/2026), a oncologia pediátrica está na Câmara Técnica de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente. No resultado do Pró-Residência (Portaria SGTES/MS nº 174/2026), constam 2 programas de residência na área com bolsas do Ministério da Saúde, ambos em Minas Gerais. O número diz respeito apenas a esse edital.
RQE e conferência
Com o registro no CRM, a área recebe RQE próprio. Na busca por médicos do CFM, pelo nome, pelo CRM ou pela UF, o campo "Especialidades/Áreas de Atuação" lista a especialidade de base e a oncologia pediátrica, cada uma com o seu número.
Como são três as origens possíveis, ver "hematologia e hemoterapia" ou "oncologia clínica" ao lado da área é tão regular quanto ver "pediatria". O roteiro da consulta está em como saber se o médico é especialista, e o significado do registro, em o que é RQE.
Áreas relacionadas
- hematologia e hemoterapia: hematologia e hemoterapia pediátrica, transplante de medula óssea e oncogenética;
- oncologia clínica: oncogenética e medicina paliativa;
- pediatria: medicina intensiva pediátrica, infectologia pediátrica e medicina paliativa, entre outras.
As 29 áreas que dividem alguma especialidade de origem
anos de formação de cada área e quantas especialidades dão acesso a elaInformação, não orientação
O texto explica uma qualificação profissional e não trata de diagnóstico nem de tratamento de nenhuma criança. O cuidado é conduzido pela equipe de saúde, e a atenção primária costuma ser a porta de entrada.
Este conteúdo é informativo, produzido a partir de fontes públicas listadas abaixo, e não substitui a avaliação de um profissional. Cada caso é avaliado individualmente: procure um profissional ou serviço de saúde.
Dúvidas frequentes sobre a área
Oncologia pediátrica é especialidade?
Não. A Resolução CFM nº 2.380/2024 a classifica como área de atuação, com 2 anos de formação e três especialidades de acesso.
Oncopediatra é pediatra?
Nem sempre. O médico com a área registrada pode vir da pediatria, da oncologia clínica ou da hematologia e hemoterapia. A especialidade de base aparece ao lado da área na consulta do CFM.
Quais entidades aplicam o concurso?
O Convênio AMB com a Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia e a Sociedade Brasileira de Pediatria. A sociedade de oncologia clínica não aparece como certificadora desta área.
Onde conferir o RQE da oncologia pediátrica?
Na busca por médicos do CFM, no campo de especialidades e áreas de atuação, com número próprio. Veja o que é RQE.
Fontes consultadas
- Resolução CFM nº 2.380/2024 (Diário Oficial da União, 24/06/2024): relação de especialidades e áreas de atuaçãoConsultado em 28/09/2026
- Resolução CNRM nº 3/2026 (Diário Oficial da União): regimento interno da Comissão Nacional de Residência MédicaConsultado em 28/09/2026
- Portaria SGTES/MS nº 174/2026 (Diário Oficial da União): resultado do Pró-ResidênciaConsultado em 28/09/2026
- Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH)Consultado em 28/09/2026
- Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP)Consultado em 28/09/2026
- Busca por médicos, consulta pública do Conselho Federal de MedicinaConsultado em 28/09/2026