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Psiquiatria da infância e adolescência: o que é e se é especialidade médica

Psiquiatra infantil é o nome popular da área de psiquiatria da infância e adolescência, derivada da psiquiatria. Veja formação, concurso e como ver o RQE.

EEEquipe editorial do site Médicos EspecialistasPublicado em Revisado em 605 palavras

Área de atuação não é especialidade: é qualificação adicional1 ano de formação depois da especialidade1 especialidade de acesso6 outras áreas dividem alguma especialidade de origem

Psiquiatria da infância e adolescência é a área de atuação médica dedicada à saúde mental de crianças e adolescentes. No uso comum, o profissional é chamado de psiquiatra infantil ou psiquiatra da infância, e é assim que a maior parte das buscas chega. O nome que vale no registro do Conselho Regional de Medicina (CRM), porém, é o oficial, longo, que consta da norma.

Essa norma é a Resolução CFM nº 2.380/2024, que homologa a relação de especialidades e áreas de atuação aprovada pela Comissão Mista de Especialidades, integrada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), pela Associação Médica Brasileira (AMB) e pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM). Nela, a psiquiatria da infância e adolescência não é especialidade: é área de atuação.

Pertence à psiquiatria, não à pediatria

A única especialidade de origem é a psiquiatria. O psiquiatra infantil registrado é psiquiatra, com a área somada ao título. A pediatria, apesar de cuidar da mesma faixa etária, não dá acesso a esta área.

A confusão é frequente porque há áreas pediátricas vizinhas, como a neurologia pediátrica, que tem origem na neurologia ou na pediatria, e a medicina do adolescente, que tem origem só na pediatria. Cada uma tem registro próprio. O conceito que organiza isso está em diferença entre especialidade e área de atuação.

A especialidade que dá acesso

com os anos de residência da própria especialidade
psiquiatraPsiquiatria. 3 anos de residência

Escopo em termos gerais

A área abrange os transtornos mentais e do desenvolvimento na infância e na adolescência como grupo, a avaliação do contexto familiar e escolar, e o trabalho em conjunto com pediatras, neurologistas pediátricos, psicólogos e equipes de educação. O cuidado costuma envolver a família em todas as etapas.

Nada nesta página associa comportamento, desempenho escolar ou emoção de uma criança a um diagnóstico ou a um profissional. A avaliação é individual, e o acompanhamento pediátrico na atenção primária costuma ser o ponto de partida.

Formação, concurso e residência

O anexo da Resolução CFM nº 2.380/2024 estabelece:

  • formação: 1 ano;
  • CNRM: exige ter concluído a Residência Médica em psiquiatria;
  • AMB: concurso aplicado pelo Convênio AMB e pela Associação Brasileira de Psiquiatria;
  • requisito da prova: ser titulado em psiquiatria pela AMB.

No regimento interno da CNRM (Resolução CNRM nº 3/2026), a área está na Câmara Técnica de Especialidades Clínicas de Acesso Direto, junto com a psiquiatria. O resultado do Pró-Residência (Portaria SGTES/MS nº 174/2026) lista 3 programas de residência em psiquiatria da infância e adolescência com bolsas do Ministério da Saúde, no Ceará, em Minas Gerais e no Paraná. O número vale para esse edital.

RQE, publicidade e conferência

O certificado registrado no CRM recebe RQE próprio. Pela Resolução CFM nº 2.336/2023, a publicidade médica deve trazer a especialidade ou a área de atuação registrada seguida do número de RQE. "Psiquiatra infantil" num anúncio, portanto, se apoia no registro de psiquiatria da infância e adolescência.

No portal do CFM, a busca por médicos aceita nome, CRM ou UF. No campo "Especialidades/Áreas de Atuação", devem aparecer psiquiatria e a área, cada uma com o seu número. Se só a psiquiatria aparecer, o médico é psiquiatra registrado, sem a área. Mais em o que é RQE e em médico sem RQE pode atender, que explica o que muda na prática.

Outras áreas da psiquiatria

Psicogeriatria, no outro extremo da vida; psicoterapia; psiquiatria forense; sexologia; medicina do sono; e medicina aeroespacial.

As 6 áreas que dividem alguma especialidade de origem

anos de formação de cada área e quantas especialidades dão acesso a ela

Informação, não orientação

O texto descreve um registro profissional. Não orienta cuidado de nenhuma criança ou adolescente; em situação de crise, o caminho é o serviço de urgência, e fora dela o profissional define os passos.

Este conteúdo é informativo, produzido a partir de fontes públicas listadas abaixo, e não substitui a avaliação de um profissional. Cada caso é avaliado individualmente: procure um profissional ou serviço de saúde.

Dúvidas frequentes sobre a área

Psiquiatra infantil é especialidade médica?

Não. O registro oficial se chama psiquiatria da infância e adolescência e é área de atuação, derivada da psiquiatria, pela Resolução CFM nº 2.380/2024.

O psiquiatra infantil é pediatra?

Não necessariamente. A única especialidade de acesso a esta área é a psiquiatria; a pediatria não é requisito.

Qual a duração da formação?

A norma prevê 1 ano de formação na área, depois da residência ou do título em psiquiatria.

Onde conferir o RQE de psiquiatria da infância e adolescência?

Na busca por médicos do CFM, no campo de especialidades e áreas de atuação, ao lado da psiquiatria. O passo a passo está em o que é RQE.

Existe residência nessa área?

Sim. A norma prevê a via da CNRM, e o resultado do Pró-Residência publicado em 2026 lista 3 programas da área com bolsas do Ministério da Saúde.

Fontes consultadas

  1. Resolução CFM nº 2.380/2024 (Diário Oficial da União, 24/06/2024): relação de especialidades e áreas de atuaçãoConsultado em 28/09/2026
  2. Resolução CNRM nº 3/2026 (Diário Oficial da União): regimento interno da Comissão Nacional de Residência MédicaConsultado em 28/09/2026
  3. Portaria SGTES/MS nº 174/2026 (Diário Oficial da União): resultado do Pró-ResidênciaConsultado em 28/09/2026
  4. Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP)Consultado em 28/09/2026
  5. Resolução CFM nº 2.336/2023 (publicidade médica), Diário Oficial da UniãoConsultado em 28/09/2026
  6. Busca por médicos, consulta pública do Conselho Federal de MedicinaConsultado em 28/09/2026