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Como saber se o médico é especialista

Passo a passo da consulta pública do CFM para conferir CRM, situação e RQE de um médico, o que cada campo mostra e como comparar com o anúncio.

EEEquipe editorial do site Médicos EspecialistasPublicado em Revisado em 1.328 palavras

Os 7 passos, conferidos na página do CFM em 28/09/2026

o resultado é público e gratuito
  1. Abra a consulta pública de médicos do Conselho Federal de Medicina, em portal.cfm.org.br/busca-medicos/.Abrir a busca por médicos do CFM
  2. Escolha a UF do CRM do médico. É o único campo obrigatório do formulário.
  3. Preencha o nome do médico ou o número do CRM. Quanto mais dados, mais fácil achar o profissional.
  4. Se quiser, refine por município, tipo de inscrição, situação, especialidade ou área de atuação, e clique em Enviar.
  5. No resultado, confira o nome, o número do CRM com a UF e a situação da inscrição.
  6. Em Especialidades/Áreas de Atuação, veja se a especialidade anunciada aparece registrada, com o número de RQE.
  7. Compare com o anúncio: nome, CRM, a palavra médico e, para cada especialidade anunciada, o RQE correspondente.

A forma de saber se um médico é especialista é conferir o registro dele no Conselho Regional de Medicina (CRM). Para as normas do Conselho Federal de Medicina (CFM), especialista é o médico que tem a especialidade registrada no CRM, com um número de Registro de Qualificação de Especialista, o RQE. O registro é público e pode ser consultado por qualquer pessoa, de graça, na busca por médicos do portal do CFM.

Esta página mostra o passo a passo da consulta como ela está hoje, explica o que cada campo do resultado quer dizer e como comparar o que aparece ali com o que o médico anuncia.

O que conta como especialista

A página do CFM sobre a Comissão Mista de Especialidades resume a regra: considera-se especialista o médico que possui RQE regularmente registrado no CRM, e nessa condição ele pode fazer publicidade da especialidade ou da área de atuação, sempre acompanhada do número do RQE. A Resolução CFM nº 2.336/2023, que trata da publicidade médica, diz o mesmo no art. 13: é considerado especialista todo aquele que apresentar RQE.

O caminho até o RQE passa por um título. O médico obtém o título de especialista por residência médica credenciada pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) ou por concurso da Associação Médica Brasileira (AMB) com a sociedade da especialidade, e depois registra esse título no CRM. O registro gera o número de RQE. Pós-graduação lato sensu, curso livre ou certificado de associação não geram RQE.

Passo a passo na consulta do CFM

Conferido na página do CFM em 28 de setembro de 2026:

O que cada campo do resultado mostra

O cartão de cada médico na consulta traz estes campos:

  • Nome. Quando o médico usa nome social ou indígena, a consulta mostra esse nome e, abaixo, o nome de registro.
  • CRM. O número de inscrição seguido da UF, por exemplo o número e a sigla do estado separados por barra.
  • Data de Inscrição e Primeira inscrição na UF.
  • Inscrição. O tipo: principal, secundária, provisória, provisória secundária ou de estudante médico estrangeiro.
  • Situação. Entre as inscrições ativas, a consulta usa rótulos como Regular, Inoperante, Interdição cautelar parcial, Suspenso parcial e Sem o exercício da profissão na UF. Entre as inativas, rótulos como Aposentado, Cancelado, Cassado, Falecido, Suspenso total e Transferido.
  • Especialidades/Áreas de Atuação. A lista do que está registrado, com o número de RQE. Quando não há nada registrado, aparece o texto Médico sem especialidade registrada.
  • Formação. Em muitos registros aparecem a instituição de graduação e o ano de formatura. Para diploma estrangeiro, a instituição que revalidou.

A página também explica três formatos de número. Número seguido da letra P é inscrição provisória feita em cumprimento de liminar. Número precedido da sigla EME é inscrição de estudante médico estrangeiro. Número precedido de 300 é inscrição de médico estrangeiro com visto provisório.

Como comparar com o anúncio

A Resolução CFM nº 2.336/2023 lista o que toda peça de publicidade médica deve trazer (art. 4º): o nome, o número de registro no CRM onde o médico exerce a medicina, acompanhado da palavra MÉDICO, e a especialidade ou área de atuação, quando registrada no CRM, seguida do número do RQE. Em redes sociais, blogs e sites, esses dados devem estar na página principal do perfil (art. 6º). O manual do CFM esclarece que basta estarem na bio, mas que a peça compartilhada em outros perfis ou em aplicativos de mensagem precisa trazer os dados na própria publicação.

Com o anúncio ao lado da consulta, a comparação costuma ser direta:

  • o CRM anunciado existe, na UF anunciada, com o mesmo nome;
  • cada especialidade anunciada aparece no campo Especialidades/Áreas de Atuação;
  • o número de RQE do anúncio é o mesmo da consulta;
  • o médico com título de especialista anuncia no máximo duas especialidades, mais as áreas de atuação ligadas a elas, que é o limite do art. 13 da resolução.

O Código de Ética Médica também trata disso. O art. 114 veda anunciar especialidade ou área de atuação para a qual o médico não esteja qualificado e registrado no CRM, e o art. 117 veda deixar de incluir nos anúncios o nome, o número no CRM com a UF e o RQE quando anunciar a especialidade.

Pós-graduação não é especialidade

Uma fonte comum de confusão é a pós-graduação. A Resolução CFM nº 2.336/2023 permite que o médico divulgue pós-graduação lato sensu ou stricto sensu cadastrada no CRM, mas no formato MÉDICO com pós-graduação em (área), seguido de NÃO ESPECIALISTA, em caixa alta. A página da CME do CFM reforça que o certificado acadêmico de especialização não se confunde com título de especialista e não dá direito a RQE.

Se o anúncio fala em pós-graduação e traz a expressão NÃO ESPECIALISTA, ele está no formato previsto. O que a regra não admite é apresentar a pós-graduação como se fosse especialidade.

Quando o resultado não bate com o anúncio

Antes de tirar qualquer conclusão, vale conferir de novo os dados da busca. Alguns motivos comuns de divergência:

  • UF diferente. O médico pode ter inscrição em mais de um estado. A Lei nº 3.268/1957 (art. 18) obriga a inscrição secundária quando o médico passa a exercer a medicina em outra região por mais de 90 dias. Busque também na UF onde ele atende.
  • Nome. Nome social, nome de casado ou abreviações mudam o resultado. A busca pelo número do CRM costuma ser mais precisa.
  • Área de atuação. O anúncio pode citar uma área de atuação, não uma especialidade. As duas aparecem no mesmo campo. Veja a diferença entre especialidade e área de atuação.

Se, depois disso, a especialidade anunciada não aparece, este site não faz julgamento do caso. Quem apura publicidade médica é a Comissão de Divulgação de Assuntos Médicos (Codame) de cada CRM, e o caminho está em como denunciar médico no CRM. A falta de RQE também não impede ninguém de ser médico: o que muda é o que ele pode anunciar, como explica a página sobre médico sem RQE.

Outras consultas oficiais

A AMB mantém uma consulta de títulos de especialista no próprio site, com campos de CPF, nome, CRM e número do registro. Ela mostra o título concedido pelo sistema AMB e sociedades. O título, porém, só vira RQE depois de registrado no CRM, e é o RQE que as normas de publicidade exigem. Por isso a consulta do CFM é a referência para saber se o médico pode se anunciar especialista.

Para o número do CRM em si, com os tipos de inscrição e as situações possíveis, veja como consultar o CRM de um médico.

Como este site usa a mesma consulta

Os perfis de médico deste site só existem por cadastro voluntário, e o CRM e cada RQE exibidos são conferidos manualmente nessa mesma consulta pública do CFM, com a data da conferência no perfil. O processo está descrito em como verificamos CRM e RQE. Mesmo assim, o selo daqui não substitui a consulta oficial: ela é a fonte, e está sempre a um clique.

Este conteúdo é informativo, produzido a partir de fontes públicas listadas abaixo, e não substitui a avaliação de um profissional. Cada caso é avaliado individualmente: procure um profissional ou serviço de saúde.

Dúvidas frequentes

Como saber se o médico é especialista?

Pela consulta pública de médicos do CFM. Busque pelo nome ou pelo CRM, com a UF, e veja o campo Especialidades/Áreas de Atuação. Para as normas do CFM, é especialista quem tem a especialidade registrada no CRM, com número de RQE.

A consulta do CFM é gratuita?

Sim. A busca por médicos fica aberta no portal do CFM, sem cadastro. O formulário pede a UF e, em geral, o nome ou o número do CRM.

O que quer dizer Médico sem especialidade registrada?

É o texto que a consulta mostra quando não há especialidade registrada no CRM daquele médico. Ele continua sendo médico e pode exercer a medicina; o que ele não pode é anunciar-se especialista. A página sobre médico sem RQE, nesta seção, explica a diferença.

Onde o médico tem de mostrar o RQE?

Nas peças de publicidade, junto da especialidade anunciada (Resolução CFM nº 2.336/2023, art. 4º). Em redes sociais e sites, os dados obrigatórios devem estar na página principal do perfil, a chamada bio.

Pós-graduação em uma área faz do médico um especialista?

Não. Pela Resolução CFM nº 2.336/2023, quem tem pós-graduação cadastrada no CRM pode divulgá-la, seguida da expressão NÃO ESPECIALISTA em caixa alta. Especialista é quem tem RQE.

Fontes consultadas

  1. Busca por médicos, consulta pública do Conselho Federal de MedicinaConsultado em 28/09/2026
  2. Comissão Mista de Especialidades (CME): conceitos, RQE e especialização lato sensu, página do CFMConsultado em 28/09/2026
  3. Resolução CFM nº 2.336/2023 (publicidade médica), Diário Oficial da União de 13/09/2023Consultado em 28/09/2026
  4. Manual de publicidade médica do CFM: perguntas e respostasConsultado em 28/09/2026
  5. Código de Ética Médica (Resolução CFM nº 2.217/2018), capítulo XIIIConsultado em 28/09/2026
  6. Lei nº 3.268/1957, arts. 17 e 18 (inscrição no CRM)Consultado em 28/09/2026
  7. Consulta de título de especialista, Associação Médica BrasileiraConsultado em 28/09/2026