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Como consultar o CRM de um médico

O que significa o CRM do médico, como consultar pelo nome ou pelo número na busca pública do CFM e o que querem dizer inscrição e situação.

EEEquipe editorial do site Médicos EspecialistasPublicado em Revisado em 1.140 palavras

CRM é a sigla de Conselho Regional de Medicina. Quando se fala no CRM de um médico, fala-se do número de inscrição dele no conselho do estado onde atua, sempre acompanhado da UF. É esse número que a publicidade médica tem de trazer. A consulta é pública e gratuita, e a forma mais completa de fazê-la é a busca por médicos do portal do Conselho Federal de Medicina (CFM), que permite buscar em qualquer UF.

Esta página explica o que o número significa, como fazer a busca pelo nome ou pelo número, e como ler o tipo de inscrição e a situação que a consulta mostra.

O que significa o CRM do médico

A Lei nº 3.268/1957 criou o sistema de conselhos: um Conselho Federal, com jurisdição em todo o país, e um Conselho Regional em cada estado e no Distrito Federal (art. 3º). Hoje são 27 conselhos regionais, e a própria página de busca do CFM traz o atalho para o site de cada um. Os conselhos são os órgãos supervisores da ética profissional e, ao mesmo tempo, julgadores e disciplinadores da classe médica (art. 2º). Cabe aos regionais manter o registro dos médicos habilitados na sua região e fiscalizar o exercício da profissão (art. 15).

A inscrição não é opcional. A mesma lei diz que os médicos só podem exercer legalmente a medicina, em qualquer de seus ramos ou especialidades, depois do registro do diploma e da inscrição no CRM da região onde atuam (art. 17). A Lei nº 12.842/2013 reforça: a denominação de médico é privativa dos graduados em Medicina, e o exercício da profissão, dos inscritos no CRM (art. 6º).

Por isso o CRM é o primeiro dado a conferir. Ele diz se a pessoa é médica e se está autorizada a exercer naquele estado. Se ela é especialista é outra conferência, feita no mesmo lugar: veja o que é RQE.

Como consultar o CRM pelo nome ou pelo número

Conferido na página do CFM em 28 de setembro de 2026:

  1. Abra a busca por médicos do portal do CFM.
  2. Escolha a UF. É o único campo obrigatório.
  3. Digite o nome do médico, o número do CRM, ou os dois. O nome sozinho funciona; o número costuma ser mais preciso.
  4. Se quiser, filtre por município, tipo de inscrição, situação, especialidade ou área de atuação.
  5. Clique em Enviar e leia o cartão do médico no resultado.

Uma dica prática: se a busca pelo nome volta muitos resultados, acrescente o município ou a especialidade. Se não volta nenhum, confira a UF: o médico pode estar inscrito em outro estado.

Os tipos de inscrição

O formulário e o resultado usam cinco tipos:

  • Principal. A inscrição de origem do médico.
  • Secundária. A inscrição em outro estado. A Lei nº 3.268/1957 obriga o médico que passa a exercer, de modo permanente, em outra região, por mais de 90 dias, a pedir inscrição secundária ou transferir-se (art. 18).
  • Provisória e provisória secundária.
  • Estudante médico estrangeiro. A página do CFM identifica essa inscrição pela sigla EME antes do número e registra que é vedada a realização de atos médicos pelo estudante fora da instituição do programa.

A mesma página explica dois outros formatos: número seguido da letra P é inscrição provisória realizada em atendimento a liminar, e número precedido de 300 é inscrição de médico estrangeiro com visto provisório.

A situação da inscrição

O campo Situação diz em que pé está a inscrição. O formulário separa as situações em ativas e inativas.

Entre as ativas, a consulta usa: Regular, Inoperante, Interdição cautelar parcial, Suspenso parcial, Suspenso por ordem judicial parcial e Sem o exercício da profissão na UF.

Entre as inativas: Aposentado, Cancelado, Cassado, Falecido, Interdição cautelar total, Suspensão temporária, Suspenso total, Suspenso por ordem judicial total e Transferido.

Uma observação ajuda a ler esse campo sem tirar conclusão apressada: o rótulo diz o estado da inscrição naquela UF, e o sentido exato de cada situação, num caso concreto, é informação do próprio CRM. Quando o médico tem inscrição em mais de um estado, vale buscar também nas outras UFs. Este site descreve o que a consulta mostra; não interpreta a situação de ninguém.

O que mais aparece no resultado

Além do número, do tipo e da situação, o cartão traz:

  • Data de Inscrição e Primeira inscrição na UF;
  • Inscrições em outro estado, quando existem;
  • Especialidades/Áreas de Atuação, com o RQE de cada registro, ou o texto Médico sem especialidade registrada;
  • em muitos registros, instituição de graduação e ano de formatura, e, para diploma estrangeiro, a instituição que revalidou o diploma.

Quando o médico usa nome social ou indígena, a consulta mostra esse nome e, abaixo, o nome de registro.

Onde o número do CRM tem de aparecer

A Resolução CFM nº 2.336/2023 obriga toda peça de publicidade médica a trazer o nome do médico e o número de registro no CRM onde ele exerce a medicina, acompanhado da palavra MÉDICO (art. 4º). Em redes sociais, blogs e sites, esses dados ficam na página principal do perfil (art. 6º). Clínicas e hospitais devem trazer, na publicidade e em local visível, o nome do estabelecimento com o número de cadastro ou registro no CRM e o nome do diretor técnico com o CRM dele (art. 5º).

O Código de Ética Médica veda ao médico deixar de incluir, em anúncios profissionais, o nome, o número no CRM com o estado em que foi inscrito e o RQE quando anunciar especialidade (art. 117).

CRM e especialidade são conferências diferentes

Ter CRM ativo e regular mostra que a pessoa é médica e pode exercer a medicina naquele estado. Não mostra, sozinho, que ela é especialista. A especialidade aparece no campo Especialidades/Áreas de Atuação, com o número de RQE, e o passo a passo para compará-la com o anúncio está em como saber se o médico é especialista.

A diferença importa porque o médico sem especialidade registrada continua sendo médico e pode atender. O que ele não pode é anunciar-se especialista. A página médico sem RQE pode atender? explica essa regra em detalhe.

Outras consultas no mesmo portal

O menu de serviços ao cidadão do portal do CFM traz, além da busca por médicos, a busca por estabelecimentos de saúde e a página de denúncia. Para conferir uma clínica pelo CNPJ e pelo CNES, veja como saber se uma clínica é legalizada. Para levar uma questão ética ao conselho, veja como denunciar médico no CRM.

O CRM neste site

Nenhum médico aparece neste site por importação de base pública. O perfil só existe por cadastro voluntário, e o CRM e cada RQE exibidos são conferidos manualmente na consulta do CFM, com a data da conferência. O processo está em como verificamos CRM e RQE.

Este conteúdo é informativo, produzido a partir de fontes públicas listadas abaixo, e não substitui a avaliação de um profissional. Cada caso é avaliado individualmente: procure um profissional ou serviço de saúde.

Dúvidas frequentes

O que significa CRM do médico?

CRM é a sigla de Conselho Regional de Medicina. O número do CRM é a inscrição do médico no conselho do estado onde ele atua, sempre acompanhado da UF. Sem essa inscrição, ninguém exerce legalmente a medicina.

Como consultar o CRM de um médico pelo nome?

Na busca por médicos do portal do CFM: escolha a UF, digite o nome e clique em Enviar. O resultado mostra o número do CRM, o tipo de inscrição, a situação e as especialidades registradas com RQE.

A consulta de CRM é gratuita?

Sim. A busca por médicos do CFM é pública e não exige cadastro. A UF é o único campo obrigatório.

Um médico pode ter CRM em mais de um estado?

Pode. A Lei nº 3.268/1957 obriga a inscrição secundária quando o médico passa a exercer a medicina em outra região por mais de 90 dias. A consulta do CFM mostra o tipo de inscrição e as inscrições em outro estado.

O CRM mostra se o médico é especialista?

O número do CRM, sozinho, não. Mas a mesma consulta mostra, no campo Especialidades/Áreas de Atuação, as especialidades registradas com o número de RQE.

Fontes consultadas

  1. Busca por médicos, consulta pública do Conselho Federal de MedicinaConsultado em 28/09/2026
  2. Lei nº 3.268/1957 (Conselhos de Medicina), arts. 2º, 3º, 15, 17 e 18Consultado em 28/09/2026
  3. Lei nº 12.842/2013 (exercício da medicina), art. 6ºConsultado em 28/09/2026
  4. Resolução CFM nº 2.336/2023 (publicidade médica), Diário Oficial da União de 13/09/2023Consultado em 28/09/2026
  5. Código de Ética Médica (Resolução CFM nº 2.217/2018), capítulo XIIIConsultado em 28/09/2026