Cirurgia videolaparoscópica é a área de atuação médica ligada à cirurgia minimamente invasiva do abdome, feita com câmera e instrumentos introduzidos por pequenas incisões. A Resolução CFM nº 2.380/2024 a reconhece com esse nome, com formação de 1 ano, e o certificado registrado no Conselho Regional de Medicina gera um RQE próprio.
A videolaparoscopia é uma técnica usada em várias especialidades. O que esta página descreve é outra coisa: a qualificação formal em cirurgia videolaparoscópica, com requisito, certificadora e registro definidos pela norma.
A que especialidade pertence
A relação do CFM aceita como requisito residência médica ou título de especialista da AMB em:
A área está, portanto, dentro do universo da cirurgia abdominal e digestiva. Não é especialidade porque depende de uma especialidade prévia e deriva dela, que é o critério usado pelo CFM, conforme a página sobre a diferença entre especialidade e área de atuação.
Vale notar que outras especialidades usam técnicas por vídeo em seus próprios campos. A ginecologia e obstetrícia, por exemplo, tem a sua área de endoscopia ginecológica, com certificação própria.
As 2 especialidades que dão acesso
cada uma com os anos de residência da própria especialidadeEscopo em termos gerais
A Resolução CNRM nº 12/2022 descreve o objetivo geral da residência na área como formar médicos para realizar procedimentos progressivamente mais complexos com eficiência e segurança, desenvolvendo pensamento crítico e habilidades técnicas em cirurgia laparoscópica, que o próprio texto chama de pilar da capacitação em cirurgia minimamente invasiva.
O objetivo específico é habilitar o cirurgião a executar esses procedimentos de forma independente, dominando os cuidados antes, durante e depois da operação e o uso dos equipamentos e instrumentais de cada procedimento. As primeiras competências do programa tratam do manuseio do sistema de imagem, da óptica e dos instrumentos, e da relação da videolaparoscopia com outras modalidades minimamente invasivas.
Outras competências mostram que a área não se resume à técnica. A matriz inclui os aspectos médico-legais da cirurgia minimamente invasiva, a análise de custo e benefício na escolha da via, o treinamento em modelos de simulação e os critérios para converter o procedimento em cirurgia aberta quando a situação exige. O trabalho em equipe e a tomada de decisão sob pressão, com consciência dos próprios limites, também aparecem entre os itens do primeiro ano.
Como se obtém e como aparece no RQE
São 1 ano de formação pela Resolução CFM nº 2.380/2024 e dois caminhos para o certificado:
- Residência médica em cirurgia videolaparoscópica, credenciada pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM). A Resolução CNRM nº 12/2022 fixa 1 ano, com acesso mediante conclusão de residência em cirurgia do aparelho digestivo ou cirurgia geral, e aplica a matriz aos programas iniciados a partir de 2023.
- Concurso da AMB em convênio com o Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva (CBCD) e o Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC), com requisito de título de especialista da AMB numa das duas especialidades.
O certificado é registrado no CRM, que emite o RQE em cirurgia videolaparoscópica. O registro não substitui o da especialidade cirúrgica, que continua no cadastro com número próprio.
Como conferir
A consulta se faz na busca por médicos do portal do CFM, pelo nome ou pelo CRM e UF. No resultado, especialidades e áreas aparecem no mesmo campo:
- a especialidade de base, cirurgia geral ou cirurgia do aparelho digestivo, com RQE;
- a área "Cirurgia videolaparoscópica", com outro número, quando o certificado estiver registrado.
Um cirurgião sem a área registrada continua sendo especialista na especialidade de base. O guia da consulta, com todas as etapas, está em como saber se o médico é especialista.
Outras áreas das mesmas especialidades
- Cirurgia bariátrica, das duas especialidades.
- Endoscopia digestiva, também das duas, entre outras.
- Nutrição parenteral e enteral.
- Cirurgia do trauma, só da cirurgia geral.
Este conteúdo é informativo, produzido a partir de fontes públicas listadas abaixo, e não substitui a avaliação de um profissional. Cada caso é avaliado individualmente: procure um profissional ou serviço de saúde.
As 6 áreas que dividem alguma especialidade de origem
anos de formação de cada área e quantas especialidades dão acesso a elaDúvidas frequentes sobre a área
Cirurgia videolaparoscópica é especialidade?
Não. A Resolução CFM nº 2.380/2024 a lista como área de atuação, acessível a especialistas em cirurgia geral ou em cirurgia do aparelho digestivo.
Só quem tem a área pode operar por videolaparoscopia?
A área de atuação é uma certificação reconhecida, e não uma licença exclusiva para uma técnica. O que o registro muda é a possibilidade de anunciar a área, com o RQE correspondente. A decisão sobre a via de cada cirurgia é da avaliação profissional.
Quanto tempo dura a formação?
Um ano, pela Resolução CFM nº 2.380/2024 e pela Resolução CNRM nº 12/2022, com acesso após a residência em cirurgia do aparelho digestivo ou em cirurgia geral.
Onde vejo se o cirurgião tem RQE na área?
Consultando o nome ou o CRM na busca por médicos do CFM. Procure 'Cirurgia videolaparoscópica' com número de RQE. Veja o que é RQE.
Fontes consultadas
- Resolução CFM nº 2.380/2024, relação de especialidades e áreas de atuação (Diário Oficial da União, 24/06/2024)Consultado em 28/09/2026
- Resolução CNRM nº 12/2022, matriz de competências da área de atuação em Cirurgia Videolaparoscópica (Diário Oficial da União)Consultado em 28/09/2026
- Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva (CBCD)Consultado em 28/09/2026
- Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC)Consultado em 28/09/2026
- Busca por médicos (CFM)Consultado em 28/09/2026