Medicina intensiva pediátrica é a área de atuação dedicada ao cuidado de crianças e adolescentes em estado crítico, no ambiente de terapia intensiva. O profissional com essa qualificação costuma ser chamado de intensivista pediátrico, mas o nome que vale no registro do Conselho Regional de Medicina (CRM) é o oficial: medicina intensiva pediátrica.
Ela consta da Resolução CFM nº 2.380/2024, que homologa a relação de especialidades e áreas de atuação aprovada pela Comissão Mista de Especialidades, formada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), pela Associação Médica Brasileira (AMB) e pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM). A norma prevê dois caminhos de acesso, um pela terapia intensiva e outro pela pediatria.
Duas especialidades de origem
A norma aceita como base a medicina intensiva ou a pediatria. Um médico pode chegar à área vindo da terapia intensiva de adultos e aprofundando o cuidado pediátrico, ou vindo da pediatria e aprofundando o cuidado intensivo.
Em qualquer dos dois casos, a área se soma à especialidade e não a substitui. É isso que separa área de atuação de especialidade, como explica a página diferença entre especialidade e área de atuação.
As 2 especialidades que dão acesso
cada uma com os anos de residência da própria especialidadeO que a área abrange
Em termos gerais, a área trata do suporte avançado às funções vitais de pacientes pediátricos graves, da organização do cuidado em unidade de terapia intensiva pediátrica e do trabalho em equipe multiprofissional nesse ambiente. É um campo essencialmente hospitalar.
A internação em terapia intensiva e o momento dela são decisões da equipe assistente, tomadas caso a caso. Este texto descreve o campo profissional, não situações clínicas.
Formação e certificação
Segundo o anexo da Resolução CFM nº 2.380/2024:
- formação: 2 anos;
- requisito de residência (CNRM): Residência Médica em medicina intensiva ou em pediatria;
- requisito para o concurso (AMB): título de especialista da AMB (TEAMB) em medicina intensiva ou em pediatria;
- concurso: do Convênio AMB/Associação de Medicina Intensiva Brasileira/Sociedade Brasileira de Pediatria.
O regimento da CNRM (Resolução CNRM nº 3/2026) inclui a área na Câmara Técnica de Anestesiologia e Cuidados ao Paciente Crítico, ao lado da medicina de emergência, da medicina intensiva, da anestesiologia e da emergência pediátrica.
No financiamento federal da residência, a área tem presença expressiva. No resultado do Pró-Residência publicado pela Portaria SGTES/MS nº 174/2026, há 17 programas de medicina intensiva pediátrica com bolsas do Ministério da Saúde, em nove estados: Alagoas, Amapá, Maranhão, Minas Gerais, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Sergipe e São Paulo. Esses números descrevem só os programas daquele edital de bolsas.
RQE e como conferir
Registrado o certificado no CRM, a medicina intensiva pediátrica ganha um número de RQE próprio. Na busca por médicos do CFM, pelo nome, CRM ou UF, o campo "Especialidades/Áreas de Atuação" mostra a especialidade de base e a área, cada qual com o seu número.
Como a área tem duas origens possíveis, a especialidade que aparece ao lado dela pode ser pediatria ou medicina intensiva. As duas combinações são regulares. O detalhe de leitura do registro está em o que é RQE, e o roteiro, em como saber se o médico é especialista.
Áreas vizinhas
Pela pediatria, a área tem como vizinhas próximas no ambiente hospitalar a neonatologia e a emergência pediátrica; também derivam da pediatria a oncologia pediátrica e a cardiologia pediátrica, entre outras.
Pela medicina intensiva, as outras áreas são medicina aeroespacial, medicina paliativa, nutrição parenteral e enteral, toxicologia médica e ultrassonografia geral.
As 27 áreas que dividem alguma especialidade de origem
anos de formação de cada área e quantas especialidades dão acesso a elaInformação, não orientação
A página explica um registro profissional. Em situação de urgência, o caminho é o serviço de urgência; fora dela, a atenção primária costuma ser a porta de entrada, e o profissional define os passos.
Este conteúdo é informativo, produzido a partir de fontes públicas listadas abaixo, e não substitui a avaliação de um profissional. Cada caso é avaliado individualmente: procure um profissional ou serviço de saúde.
Dúvidas frequentes sobre a área
Intensivista pediátrico é especialista?
A medicina intensiva pediátrica é área de atuação, não especialidade. O intensivista pediátrico é especialista em pediatria ou em medicina intensiva e tem, além disso, o certificado da área registrado no CRM.
Quanto tempo dura a formação em medicina intensiva pediátrica?
A Resolução CFM nº 2.380/2024 prevê 2 anos de formação, com requisito de residência em medicina intensiva ou em pediatria.
Quem aplica o concurso da área?
O Convênio AMB com a Associação de Medicina Intensiva Brasileira e a Sociedade Brasileira de Pediatria, segundo a norma.
Onde conferir o RQE de medicina intensiva pediátrica?
Na busca por médicos do CFM, no campo de especialidades e áreas de atuação. Veja o que é RQE.
Fontes consultadas
- Resolução CFM nº 2.380/2024 (Diário Oficial da União, 24/06/2024): relação de especialidades e áreas de atuaçãoConsultado em 28/09/2026
- Resolução CNRM nº 3/2026 (Diário Oficial da União): regimento interno da Comissão Nacional de Residência MédicaConsultado em 28/09/2026
- Portaria SGTES/MS nº 174/2026 (Diário Oficial da União): resultado do Pró-ResidênciaConsultado em 28/09/2026
- Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB)Consultado em 28/09/2026
- Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP)Consultado em 28/09/2026
- Busca por médicos, consulta pública do Conselho Federal de MedicinaConsultado em 28/09/2026