Estimulação cardíaca eletrônica implantável é a área de atuação médica ligada aos dispositivos eletrônicos implantados no coração e às doenças do sistema que conduz o estímulo elétrico cardíaco. O nome é longo, e a própria matriz da residência usa uma sigla para os aparelhos: DCEI, de dispositivos cardíacos eletrônicos implantáveis. A área consta da relação da Resolução CFM nº 2.380/2024.
Ela tem uma característica pouco comum: une uma especialidade clínica e uma cirúrgica. O certificado em estimulação cardíaca eletrônica implantável, registrado no Conselho Regional de Medicina, gera um RQE próprio. Esta página explica a qualificação e a forma de conferi-la, sem entrar em indicação de dispositivo.
A que especialidade pertence
Para estimulação cardíaca eletrônica implantável, a Resolução CFM nº 2.380/2024 aceita residência médica ou título de especialista da AMB em:
A cardiologia chega à área pelo lado clínico e eletrofisiológico; a cirurgia cardiovascular, pelo lado operatório. A área nasce desse encontro e, por derivar de duas especialidades, é classificada como área de atuação. A página sobre a diferença entre especialidade e área de atuação explica o critério.
As 2 especialidades que dão acesso
cada uma com os anos de residência da própria especialidadeEscopo em termos gerais
A matriz de competências aprovada pela Resolução CNRM nº 61/2021 define o objetivo geral como habilitar cardiologistas e cirurgiões cardiovasculares a diagnosticar e tratar as doenças do sistema excito-condutor do coração, associadas ou não a doenças estruturais, e as suas complicações.
As competências ao final da residência dão a medida do campo:
- indicação e contraindicação de DCEI, com preparo antes do procedimento e avaliação do risco operatório;
- técnicas de implante, com acessos venosos e posicionamento e fixação de eletrodos;
- princípios de implante, programação e extração dos diversos dispositivos;
- interpretação de métodos diagnósticos em cardiologia e reconhecimento das arritmias mais prevalentes;
- manejo das complicações dos procedimentos e técnicas de reanimação.
A matriz também pede a produção de um trabalho científico ao término da residência, apresentado em congresso, publicado em revista ou defendido como trabalho de conclusão. Outro ponto que chama atenção é a amplitude dos métodos diagnósticos que o profissional precisa saber interpretar, do eletrocardiograma e do Holter ao estudo eletrofisiológico e aos exames de imagem do coração. A decisão sobre qualquer dispositivo é individual e cabe à avaliação profissional.
Como se obtém e como aparece no RQE
Para estimulação cardíaca eletrônica implantável, a relação do CFM registra 1 ano de formação. Os caminhos:
- Residência médica em estimulação cardíaca eletrônica implantável, credenciada pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM). A Resolução CNRM nº 61/2021 fixa 1 ano, com acesso mediante conclusão de residência em cardiologia ou em cirurgia cardiovascular, para os programas iniciados a partir de 2022.
- Concurso da AMB em convênio com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e a Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular (SBCCV), com requisito de título de especialista da AMB numa das duas especialidades.
Uma vez registrado no CRM, o certificado gera o RQE em estimulação cardíaca eletrônica implantável. Ele fica no cadastro ao lado do RQE da especialidade de base, com numeração própria.
Como conferir
- Comece pela consulta pública do conselho federal, a busca por médicos.
- Digite o CRM e a UF ou procure pelo nome do profissional.
- Confira se aparece "Estimulação cardíaca eletrônica implantável" com RQE, junto de "Cardiologia" ou de "Cirurgia cardiovascular".
Anúncios costumam usar nomes mais curtos para o campo. O que precisa bater é o registro: sem o RQE da área, o médico é especialista na especialidade de base, mas não tem essa certificação registrada. Se quiser repetir a consulta com calma, siga como saber se o médico é especialista.
Outras áreas das mesmas especialidades
A cirurgia cardiovascular não tem outra área vinculada na relação do CFM. A cardiologia, por sua vez, dá acesso a várias:
- Eletrofisiologia clínica invasiva, a mais próxima desta
- Hemodinâmica e cardiologia intervencionista
- Ergometria
- Ecocardiografia
- Cardiologia pediátrica
Este conteúdo é informativo, produzido a partir de fontes públicas listadas abaixo, e não substitui a avaliação de um profissional. Cada caso é avaliado individualmente: procure um profissional ou serviço de saúde.
As 8 áreas que dividem alguma especialidade de origem
anos de formação de cada área e quantas especialidades dão acesso a elaDúvidas frequentes sobre a área
Estimulação cardíaca eletrônica implantável é especialidade?
Não. É área de atuação na Resolução CFM nº 2.380/2024, com acesso pela cardiologia ou pela cirurgia cardiovascular.
O que são DCEI?
É a sigla de dispositivos cardíacos eletrônicos implantáveis, usada na matriz de competências da Resolução CNRM nº 61/2021. A formação inclui a indicação, o implante, a programação e a extração desses dispositivos.
Qual a diferença para a eletrofisiologia clínica invasiva?
São duas áreas distintas. A estimulação cardíaca tem 1 ano de formação e aceita cardiologistas e cirurgiões cardiovasculares; a eletrofisiologia clínica invasiva tem 2 anos e aceita só cardiologistas. As duas matrizes tratam de dispositivos implantáveis.
Como conferir o RQE na área?
Na busca por médicos do CFM, procure 'Estimulação cardíaca eletrônica implantável' com número de RQE. Veja o que é RQE.
Fontes consultadas
- Resolução CFM nº 2.380/2024, relação de especialidades e áreas de atuação (Diário Oficial da União, 24/06/2024)Consultado em 28/09/2026
- Resolução CNRM nº 61/2021, matriz de competências da área de atuação em Estimulação Cardíaca Eletrônica Implantável (Diário Oficial da União)Consultado em 28/09/2026
- Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC)Consultado em 28/09/2026
- Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular (SBCCV)Consultado em 28/09/2026
- Busca por médicos (CFM)Consultado em 28/09/2026