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Medicina fetal: o que é e se é especialidade médica

Medicina fetal é área de atuação da ginecologia e obstetrícia, com formação de 1 ano pela Resolução CFM nº 2.380/2024. Veja quem certifica e como ver o RQE.

EEEquipe editorial do site Médicos EspecialistasPublicado em Revisado em 603 palavras

Área de atuação não é especialidade: é qualificação adicional1 ano de formação depois da especialidade1 especialidade de acesso7 outras áreas dividem alguma especialidade de origem

Medicina fetal é a área de atuação da medicina voltada ao feto durante a gestação. Ela aparece em nomes de serviços, de clínicas de imagem e de programas hospitalares, e costuma ser procurada como se fosse uma especialidade à parte. Pela relação oficial, não é: é um aprofundamento de uma especialidade, a ginecologia e obstetrícia.

A classificação consta da Resolução CFM nº 2.380/2024, que homologa a relação de especialidades e áreas de atuação da Comissão Mista de Especialidades, composta pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), pela Associação Médica Brasileira (AMB) e pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM). O certificado é registrado no Conselho Regional de Medicina (CRM) com número próprio.

A especialidade de origem

A área tem uma única origem: a ginecologia e obstetrícia. O médico primeiro conclui essa especialidade e só então pode buscar o certificado em medicina fetal.

Por isso o obstetra com a área registrada carrega dois títulos: a especialidade, que o habilita a se apresentar como ginecologista e obstetra, e a área, que o identifica como tendo a formação adicional em medicina fetal. A diferença entre os dois tipos de registro está em diferença entre especialidade e área de atuação.

A especialidade que dá acesso

com os anos de residência da própria especialidade
ginecologista e obstetraGinecologia e obstetrícia. 3 anos de residência

Escopo em termos gerais

A medicina fetal se ocupa da saúde do feto ao longo da gravidez: avaliação por métodos de imagem, acompanhamento de gestações que o obstetra encaminha para esse olhar mais específico e procedimentos especializados realizados durante a gestação, sempre em conjunto com o pré-natal.

Este texto não trata de nenhuma gestação em particular, nem de quando fazer qualquer exame. Essas decisões são tomadas no pré-natal, pelo profissional que acompanha a gestante, e variam conforme o caso.

Formação e concurso

O anexo da Resolução CFM nº 2.380/2024 descreve a área assim:

  • formação: 1 ano;
  • via residência (CNRM): requisito de Residência Médica em ginecologia e obstetrícia;
  • via concurso (AMB): concurso do Convênio AMB/Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia;
  • requisito do concurso: título de especialista da AMB (TEAMB) em ginecologia e obstetrícia.

A federação é a Febrasgo, que no site oficial se apresenta como Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.

O regimento interno da CNRM, aprovado pela Resolução CNRM nº 3/2026, põe a medicina fetal na Câmara Técnica de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente. No resultado do Pró-Residência publicado pela Portaria SGTES/MS nº 174/2026, aparece um programa de residência em medicina fetal com bolsa do Ministério da Saúde, em Santa Catarina. O número se refere a esse edital de financiamento.

RQE e conferência

Com o certificado registrado no CRM, a medicina fetal passa a ter um número de RQE separado do número da ginecologia e obstetrícia. Na busca por médicos do CFM, pesquisando pelo nome ou pelo CRM, os dois registros aparecem no campo "Especialidades/Áreas de Atuação".

Um anúncio de medicina fetal se confirma quando o registro da área aparece com o seu número. Se só aparecer a especialidade, o médico é ginecologista e obstetra registrado, sem a área de atuação. O passo a passo da consulta está em o que é RQE.

Outras áreas da ginecologia e obstetrícia

Da mesma especialidade saem ainda: ultrassonografia em ginecologia e obstetrícia, também de formação de 1 ano; reprodução assistida; endoscopia ginecológica; mamografia; densitometria óssea; sexologia; e ultrassonografia geral.

As 7 áreas que dividem alguma especialidade de origem

anos de formação de cada área e quantas especialidades dão acesso a ela

Informação, não orientação

Esta página descreve uma qualificação profissional. Ela não avalia gestação, exame ou resultado de ninguém; o acompanhamento começa no pré-natal, em geral na atenção primária, e o profissional define os passos seguintes.

Este conteúdo é informativo, produzido a partir de fontes públicas listadas abaixo, e não substitui a avaliação de um profissional. Cada caso é avaliado individualmente: procure um profissional ou serviço de saúde.

Dúvidas frequentes sobre a área

Medicina fetal é uma especialidade médica?

Não. A Resolução CFM nº 2.380/2024 a classifica como área de atuação derivada da ginecologia e obstetrícia, com formação de 1 ano.

Quem pode ter o certificado de medicina fetal?

O médico com residência em ginecologia e obstetrícia reconhecida pela CNRM ou com título de especialista da AMB nessa especialidade, que conclua a formação ou seja aprovado no concurso da área.

Qual entidade certifica a medicina fetal?

A norma indica concurso do Convênio AMB com a federação brasileira de ginecologia e obstetrícia, a Febrasgo.

O obstetra sem essa área pode acompanhar a gestação?

O registro em ginecologia e obstetrícia já identifica o especialista em obstetrícia. A área de medicina fetal é uma qualificação adicional, registrada à parte. Veja médico sem RQE pode atender para a regra geral.

Fontes consultadas

  1. Resolução CFM nº 2.380/2024 (Diário Oficial da União, 24/06/2024): relação de especialidades e áreas de atuaçãoConsultado em 28/09/2026
  2. Resolução CNRM nº 3/2026 (Diário Oficial da União): regimento interno da Comissão Nacional de Residência MédicaConsultado em 28/09/2026
  3. Portaria SGTES/MS nº 174/2026 (Diário Oficial da União): resultado do Pró-ResidênciaConsultado em 28/09/2026
  4. Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo)Consultado em 28/09/2026
  5. Busca por médicos, consulta pública do Conselho Federal de MedicinaConsultado em 28/09/2026