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Endoscopia ginecológica: o que é e se é especialidade médica

Endoscopia ginecológica é área de atuação da ginecologia e obstetrícia reconhecida pelo CFM. Veja a formação de 1 ano, quem certifica e o RQE.

EEEquipe editorial do site Médicos EspecialistasPublicado em Revisado em 623 palavras

Área de atuação não é especialidade: é qualificação adicional1 ano de formação depois da especialidade1 especialidade de acesso7 outras áreas dividem alguma especialidade de origem

Endoscopia ginecológica é a área de atuação médica que reúne os procedimentos endoscópicos do trato ginecológico, com finalidade diagnóstica e terapêutica. Ela consta da relação homologada pela Resolução CFM nº 2.380/2024 e tem uma única especialidade de origem, a ginecologia e obstetrícia.

O certificado, registrado no Conselho Regional de Medicina, gera um RQE próprio, que se soma ao da especialidade. Esta página explica a qualificação e como conferi-la, sem entrar em indicação de procedimento.

A que especialidade pertence

A área pertence à ginecologia e obstetrícia. A Resolução CFM nº 2.380/2024 exige residência médica em ginecologia e obstetrícia ou título de especialista da AMB nessa especialidade.

Ser derivada de uma especialidade, com formação complementar e registro separado, é o que torna a endoscopia ginecológica uma área de atuação. A definição do CFM, reproduzida na página sobre a diferença entre especialidade e área de atuação, é essa: um campo derivado e relacionado a uma ou mais especialidades.

Vale notar que a relação do CFM tem outras áreas com a palavra endoscopia, ligadas a especialidades diferentes: a endoscopia digestiva e a endoscopia respiratória. Cada uma tem certificação própria.

A especialidade que dá acesso

com os anos de residência da própria especialidade
ginecologista e obstetraGinecologia e obstetrícia. 3 anos de residência

Escopo em termos gerais

A matriz de competências aprovada pela Resolução CNRM nº 6/2022 define o objetivo geral como formar especialistas para executar procedimentos endoscópicos com finalidade diagnóstica e terapêutica nas doenças do trato ginecológico, em ambulatório e hospital, com pensamento crítico, comunicação com empatia e liderança horizontal na equipe multiprofissional.

As competências do programa passam pelo domínio da anatomia da parede abdominal, da cavidade abdominopélvica e do retroperitônio sob visão laparoscópica, pelos métodos de diagnóstico funcional em ginecologia e pelo conhecimento dos equipamentos endoscópicos, com suas conexões e periféricos. A matriz menciona tanto a via laparoscópica quanto a histeroscopia, e dedica competências às fontes de energia usadas em videocirurgia, ao posicionamento da paciente e aos processos de limpeza, desinfecção e esterilização do material. Também pede registro claro no prontuário antes e depois de cada procedimento, laudos compreensíveis por toda a equipe e um plano terapêutico informado à paciente e aceito por ela ou pelo responsável legal. O que se aplica a cada paciente é decidido na avaliação profissional.

Como se obtém e como aparece no RQE

A formação em endoscopia ginecológica registrada pela Resolução CFM nº 2.380/2024 é de 1 ano. Os caminhos:

  1. Residência médica em endoscopia ginecológica, credenciada pela Comissão Nacional de Residência Médica. A Resolução CNRM nº 6/2022 fixa 1 ano, com acesso mediante conclusão de residência em ginecologia e obstetrícia, e aplica a matriz a partir de 2023.
  2. Concurso da AMB em convênio com a federação que a norma chama de Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia, a Febrasgo, com requisito de título de especialista da AMB na especialidade.

A página de normativos da CME registra que os conselhos só aceitam certificados reconhecidos pela comissão e emitidos pela AMB ou pela CNRM. Registrado no CRM, o certificado passa a constar como RQE em endoscopia ginecológica.

Como conferir

  1. Abra a ferramenta oficial de consulta, a busca por médicos do CFM.
  2. Informe o CRM com a UF ou, se preferir, o nome completo.
  3. Confira se aparecem "Ginecologia e obstetrícia" e "Endoscopia ginecológica", cada uma com o seu RQE.

Sem o registro da área, a médica ou o médico continua sendo especialista em ginecologia e obstetrícia; apenas não pode anunciar a área. Para seguir a consulta passo a passo, use como saber se o médico é especialista.

Outras áreas da ginecologia e obstetrícia

A ginecologia e obstetrícia é uma das especialidades com mais áreas derivadas:

Este conteúdo é informativo, produzido a partir de fontes públicas listadas abaixo, e não substitui a avaliação de um profissional. Cada caso é avaliado individualmente: procure um profissional ou serviço de saúde.

As 7 áreas que dividem alguma especialidade de origem

anos de formação de cada área e quantas especialidades dão acesso a ela

Dúvidas frequentes sobre a área

Endoscopia ginecológica é especialidade?

Não. A Resolução CFM nº 2.380/2024 a classifica como área de atuação, com acesso somente pela ginecologia e obstetrícia.

Todo ginecologista tem a área de endoscopia ginecológica?

Não. A área é uma certificação a mais, com 1 ano de formação e RQE próprio. O ginecologista sem ela continua especialista em ginecologia e obstetrícia.

O que a formação na área inclui?

A matriz da Resolução CNRM nº 6/2022 inclui a anatomia da cavidade abdominal e pélvica sob visão laparoscópica, os métodos de diagnóstico funcional em ginecologia e o conhecimento dos equipamentos endoscópicos, entre outros pontos.

Como conferir o RQE?

Na busca por médicos do CFM. Procure 'Endoscopia ginecológica' com número de RQE, ao lado de 'Ginecologia e obstetrícia'. Veja o que é RQE.

Fontes consultadas

  1. Resolução CFM nº 2.380/2024, relação de especialidades e áreas de atuação (Diário Oficial da União, 24/06/2024)Consultado em 28/09/2026
  2. Resolução CNRM nº 6/2022, matriz de competências da área de atuação em Endoscopia Ginecológica (Diário Oficial da União)Consultado em 28/09/2026
  3. Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo)Consultado em 28/09/2026
  4. Normativos da Comissão Mista de Especialidades (CFM)Consultado em 28/09/2026
  5. Busca por médicos (CFM)Consultado em 28/09/2026